Aldraba DIGITAL

 

  

Quem somos

Manifesto

Vamos criar algo de novo.
Uma ideia para partilhar, uma aventura, um projecto, uma associação.

Para que serve esta nova Associação?

Para reflectir o património invisível, que tão maltratado está neste território, com sol, boa comida e uma população com um passado e uma experiência muito ricas, é certo, mas com muitas atitudes (o desconhecimento, o facilitismo ou até a vergonha das raízes) que apagam as memórias, prejudicando a identidade de um povo e do seu futuro.

Para, através de colóquios, viagens, convívios e de tudo o que entretanto os associados imaginarem e quiserem concretizar, chamar a atenção sobre tantos objectos e tanta cultura imaterial que podem ser salvos da ignorância que os condena à extinção.

Isto permite aprender com os outros, apreciar a gastronomia do nosso país, contactar regiões e costumes diversos e realizar encontros com os habitantes, com outras associações, com colectividades e com autarquias, sem esquecer o passado mas participando na construção do futuro.

Com especial incidência no sul do país, no território onde as culturas pré-históricas, romanas, judaicas, árabes e cristãs se cruzaram de forma particularmente rica, mas sem excluir incursões ao resto de Portugal, em todos os lugares onde a riqueza do património e a gravidade das ameaças o justifiquem.

Vamos criar algo de novo.

Imaginamos um território mental, onde o coração possa sentir o que Nietzche escreveu um dia: "Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece!". Que o discípulo seja o Homem e a sua experiência, e o Mestre o Caminho. Que o caminho seja a existência.

Uma vida que se anseia partilhada, tornando o quotidiano suportável, longe de assassinos de sonhos, de vampiros de ideias, de plagiadores de luz, de fantasmas da nossa esperança.

Vamos criar algo de novo com todos os que sentem estas palavras e não têm compromissos com ninguém, não precisam de retratos, nem artigos a louvaminhá-los, nem aplausos comprados, nem papéis avulsos a conferir-lhes talento.

Como disse Walt Whitman, vamos pela estrada larga, vamos desbravar o futuro desconhecido, o duro futuro do futuro, vamos semear futuro e alimentar-nos das surpresas desse futuro.

Vamos criar algo de novo com aqueles que têm coragem de dar a cara, de discordar, de dizer não, de lutar.