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Caminhos e movimentos

  

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Caminhos e os movimentos
 

As actividades humanas vingam, regra geral, pelas melhores acessibilidades. Os movimentos migratórios, migratórios, de trabalho, de trocas, de lazer, são por isso condicionados pelos caminhos, pelos meios de comunicação e pela tecnologia dos transportes. Que são saberes apurados pelo tempo, pelo engenho e pela necessidade.

As estradas e as pontes são ancestralmente as vias de comunicação terrestres mais óbvias, assim como os animais, os carros de tracção ou as embarcações os meios de transporte mais antigos que a humanidade pôs ao seu dispor.

Hoje, nos tempos da comunicação na ponta dos dedos, aqueles artefactos e tecnologias chegaram até nós resultado de sociedades que se organizaram e sobreviveram, contornando a modernidade e sem que esta lhes seja aliada. Muito do conhecimento, do saber-fazer, tem vindo a desaparecer demasiado rapidamente, sem alternativas, sem registos nem catálogos. Simplesmente desvanece no turbilhão tecnológico.

Quantos abegãos ou canteiros de ponte permanecem em actividade?

No espaço urbano também a evolução tecnológica, a preocupação ambiental, a direccionalidade da economia tem implicado severas alterações no tecido dos seus transportes, na sua rede de serviço, na vivência e na percepção do cidadão perante a sua cidade. Algo demasiado importante, que carece ir sendo registado, comentado e estudado.

Os obstáculos naturais, tais como rios e lagos, e o próprio mar foram sendo, simultaneamente, fonte e resultado das actividades das comunidades, em particular no que diz respeito à mobilidade das pessoas e dos bens. A construção naval, de embarcações de transporte ou simplesmente de travessia, têm sido votadas ao abandono pela substituição por alternativas mais consentâneas com a velocidade moderna. Onde estão os construtores das embarcações do Tejo, do Douro, do Mondego, Sado ou Guadiana?

Onde está a memória do futuro ?