Cataventos

Catavento, grimpa, veleta ou
zingamocho
são as designações dadas à chapa metálica
que encima pináculos de igrejas, palácios e
de muitas chaminés de casas particulares,
com objectivo de indicar a direcção do
vento.
Muito para além da sua utilidade como
orientador de práticas agrícolas e de
actividades ligadas à pesca, o catavento
incorporou, desde o primeiro momento da sua
longa história, simbologias diversas,
inicialmente visando a afirmação do
religioso, com o galo a encimar os
campanários, depois com as bandeiras de
castelos e palácios a afirmar o poder
temporal.
Na actualidade, assiste-se a um renascer do
catavento em casas particulares, quer com
novos formatos quer com a repetição dos
modelos mais antigos e generalizados. Galos,
cegonhas, cães, cavalos, cavaleiros, cenas
da vida rural, bruxas, dragões, tritões,
setas e bandeiras são alguns dos temas que
se multiplicam em chaminés e telhados de
muitas regiões do país, notando-se agora,
muitas vezes, a influência do retorno de
emigrantes, com a multiplicação de modelos
usuais em outras regiões da Europa.
Está por fazer a inventariação dos
cataventos existentes em Portugal e são
poucos os estudos sobre o seu enquadramento
nos diversos espaços regionais, procurando
encontrar as relações entre as grimpas e o
meio social envolvente. Essa inventariação –
descritiva e fotográfica – e o estudo das
suas origens em arquivos camarários ou
episcopais permitirão a conservação da
memória desta componente do património
artístico português.

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