Trabalho e actividades humanas
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Trabalho e actividades humanas
O
homem é Homem porque é capaz de transformar
matéria-prima em produtos consumíveis, com o
recurso a tecnologia tão apropriadas quanto o
engenho lhe permite.
As diferentes sociedades humanas caracterizam-se
assim pela sua capacidade de trocar bens,
construídos pelos próprios ou adquiridos a
terceiros. O trabalho está na génese da sua
criação e produção, concepção e adequação
tecnológica, na sua troca.
Das actividades primárias típicas – a
agricultura, a silvicultura, a pesca ou a
extracção mineral – a toda a panóplia de
actividades transformadoras, acabando na
construção e nos serviços prestados, comércio
incluído, os grupos humanos organizam-se
estruturalmente – mesmo que em meio rural – para
tirarem vantagens mútuas na sua agregação em
pólos residenciais.
No outro lado da questão, conforme a sociedade
se tem vindo a desenvolver, está a necessidade
de ou se produzir para consumo e troca –
basicamente na realidade do mundo rural – ou
vender o seu trabalho a outrem mediante o
pagamento de um salário.
São bem conhecidas as clivagens ideológicas e
sócio-económicas que este modelo trouxe, e que
resultaram numa constante luta por melhores
ganhos por parte de quem trabalha face á
exiguidade da redistribuição por parte de quem
paga o trabalho prestado.
Por isso, as dimensões políticas, jurídicas e
económicas estão sempre intimamente presentes e
indissociavelmente ligadas ao trabalho e às
actividades humanas

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