Metais
Elemento chave da evolução tecnológico das
sociedades e das civilizações humanas, o metal
cruza o natural e o tecnológico com o artístico.
Tão importante esta relação que os tempos
históricos são divididos e categorizados,
conforme a tecnologia dominante da preparação
dos metais: primeiro a idade do cobre – o calcolítico – depois do bronze e do ferro.
Roubado às entranhas da terra, em ciclos de suor
e sangue, em minas profundas ou nos afloramentos
superficiais, o trabalho do metal implica a sua
preparação e alteração sobre pancada e fogo
regenerador.
É longo o historial do trabalho do ferro e de
outros metais, muitas vezes em peças efémeras,
de utilização diária, embora em maioria de caso
seja longo o período de preservação e utilidade
dos instrumentos produzidos.
Um mundo inteiro feito de metal. São os arados,
os chocalhos, as balaustradas dos navios e
varandas, as ferraduras, as agulhas, os
astrolábios, cata-ventos, sinos, aldrabas. Sem
esquecer todas as peças criadas para o deleite
do olhar, para o orgulho da criação artística: a
ourivesaria, as estátuas, equestres umas,
apeadas outras, figuras simbólicas, repositório
de memória que se espalha pelas urbes.
Por último, os locais de trabalho, da recolha à
produção, da mina à forja. Do artesanato à
indústria. Todo o mundo que a vontade humana (re)constrói
no dia-a-dia.
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